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domingo, 10 de setembro de 2017

terça-feira, 27 de março de 2012

Lápis de cor aquarelável - releitura de John Singer Sargent

Original "Caroline de Bassano" - Óleo sobre tela de John Singer Sargent - 167X106 - ano de 1884
Releitura de Antonio Machado -  lápis de cor aquarelável sobre papel Montval - 32X24 - ano de 2012

"... nesta releitura há uma certa negligência no trato das vestes e feições, permiti-me o descuido pelo simples fato de que reproduzir a obra prima de Sargent nunca foi meu objetivo. As luzes, um ar aristocrático, cores e texturas delicadíssimas, o tratamento ora clássico, ora impressionista, isto sim me atraiu. Tentei captar de modo fugaz, ligeiro, um pouco do 'clima' desta imponente obra. A restrição de recursos do lápis, tratado de modo expressionista, vigoroso, fez com que a releitura ficasse despojada dos requintes técnicos do original. O uso da água sobre as hachuras diluiu parte do grafismo trazendo a transparência do aquarelado. O melhor é que esses exercícios acrescentam, de forma prazerosa, técnica e cultura, além de homenagear os grandes pintores do passado..."

domingo, 4 de março de 2012

El Greco: Expressionismo Maneirista – Paul Gauguin: Simbolismo Fauvista-Impressionista – Releituras em técnica mista sobre papel

 
Original de El Greco: “ Retrato de Homem com a mão no peito” – Óleo sobre tela – 81 cm x 66 cm – Ano de 1577-1579
 Técnica mista (giz pastel óleo, giz pastel seco, lápis aquarelável, aquarela, hidrográfica, guache e nanquim) sobre papel montval – 22x16 – Ano de 2012

Original de Paul Gauguin: “La Orana Maria” – Óleo sobre tela – 113,7 cm x 87,7 cm – Ano de 1891
 Releitura:  Técnica mista (giz pastel óleo, giz pastel seco, lápis aquarelável, aquarela, hidrográfica, guache e nanquim) sobre papel montval – 22x16 – Ano de 2012

 “... El Greco e Gauguin viveram em épocas completamente diferentes distanciados por três séculos. O primeiro vivenciou a transição do Renascimento Clássico para o Barroco também conhecido como período do Maneirismo Clássico. Contudo, El Greco transcendeu à simples classificação, ele foi um precursor do expressionismo moderno. Era um gênio, e como tal, muito à frente do seu tempo. O segundo, Paul Gauguin, foi um pós-impressionista assim como Van Gogh e Cézanne também o foram. O período vivido por Gauguin em paraísos tropicais, em contato com indígenas místicos e ambiente culturalmente exótico, despertou o simbolismo latente na alma do artista, sem contar o colorido intenso da natureza que contribuiu para exaltação da cor em sua obra que prenuncia o Fauvismo. Essas tendências seriam seguidas por outros artistas no período modernista. Os três pós-impressionistas inspiraram as três principais correntes artísticas européias do início do século XX: Fauvismo, Expressionismo  e Cubismo.
As releituras seguem a mesma filosofia que orientou as precedentes: liberdade técnica e artística dando sequência ao ‘mote’ original. Copiar ou não, modificar ou não, reinventar, reciclar, experimentar.
 Tudo é válido se for verdadeiro, se fizer parte da inspiração, do fluxo criativo...”


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Gustav Klimt, Edouard Manet, Vincent Van Gogh – Releituras impressionistas

“Auvers-sur-Oise” – Releitura de Vincent Van Gogh – Lápis aquarelável e aquarela – sobre papel montval – 16x22 – Ano 2012

 “Berth Morisot” – Releitura de Edouard Manet – Técnica mista (aquarela, lápis aquarelável  e nanquim) sobre papel montval – 22x16 – Ano de 2012 – Acervo de Siegfrido Ulisses Vaccaro

“Judith” – Releitura de Gustav Klimt – Técnica mista (aquarela, lápis aquarelável  e nanquim) sobre papel montval – 32x24 – Ano de 2012

"...voltei para as aquarelas, voltei para as releituras. E depois? Depois não sei, nunca sei! Talvez o óleo, um óleo a princípio transparente, diluído com alguns discretos empastos de pincel . Depois o óleo denso, empastos de espátula, tintas aplicadas direto do tubo, tubos espremidos com vontade, mais tinta esfregada sobre a outra fundindo e refundindo formas e massas de cor.
Voltei para as releituras, pura diversão. Diversão séria. Existe diversão de brincadeira? Para mim tudo é sério! As releituras, estou falando delas, enrolando. Acho que não há nada para dizer. Já estava tudo dito. Repinturas tão despretensiosas. Se eu fosse ele faria assim! Ou melhor se ele fosse eu faria deste modo, ou não! As releituras despidas de todo e qualquer questionamento, quase negligenciadas. Delas só fica a cor, o gestual mínimo, a admiração e sobretudo o prazer, o interminável prazer de fazer, esse fazer artístico..."
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