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domingo, 6 de maio de 2018

Pontal do Pinheiro - marinha com rochas em óleo sobre tela

"Pontal do Pinheiro" - 20x40 - óleo sobre tela - ano de 2013

 "... a cena é pintada de memória e se refere a um trecho da ilha da Boa Viagem em Niterói. Chega-se a esse ponto da ilha, chamado de Pontal do Pinheiro, caminhando sobre as pedras, pela água e atravessando prainhas que ficam na entrada de grutas cobertas por montanhas de cascas de mexilhões. Ao fundo aparece a entrada da baía de Guanabara. A sombra do primeiro plano é proporcionada pelo costão da ilha  que se ergue a dezenas de metros acima de nossas cabeças. O local é belíssimo e frequentado por catadores de marisco cuja história eu contei há algum tempo, associada a uma outra  pintura referente ao mesmo local..."

sábado, 4 de janeiro de 2014

Barcos à noite em óleo sobre tela

"Barcos à noite" - Óleo sobre tela - 24x30 - ano de 2013

"...mais uma vez consegui pintar a partir da superação. A Loyde me perguntou: porque você não vai para o atelier pintar? Respondi de pronto: não estou com vontade, falta inspiração! Ela respondeu: não é você mesmo quem diz que a inspiração prefere aparecer quando estamos  trabalhando? Portanto vá pintar! Não discuti, nem poderia, não é? Entrei no atelier, coloquei tinta na paleta, espremi um tubo de vermelho cádmio, outro de laranja diretamente sobre a tela, peguei uma espátula espalhei a cor, espremi outro tubo - agora era preto - e assim sucessivamente e sem saber aonde chegaria. O quadro foi sinalizando, a pintura foi me guiando - isto era a inspiração que chegava e dominava!
O quadro ficou pronto. Chamei a Loyde para ver. Nos entreolhamos, e concordamos: a inspiração veio e agora pode ir. Fomos jantar e ver um filme ou ouvir música, não me lembro bem. Tudo passou, mas o quadro ficou - testemunha do momento de entrega e trabalho. No atelier é assim: trabalha-se com ou sem vontade e no final..."

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

"Marinha" - aquarela, nanquim e guache sobre papel canson



"Marinha" - técnica mista (aquarela, nanquim e guache) sobre papel canson - 29,7x42- ano de 2013
“...a combinação de materiais, no caso aquarela, nanquim e guache, favorecem a reprodução fotográfica em função do acabamento fosco, comum aos três tipos de tinta utilizados na confecção desta obra.
O retorno ao tema ‘marinha’ é espontâneo. Estive pensando o porquê desta preferência, além da óbvia relação com o mar, à beira do qual sempre vivi. É que os estaleiros e as rochas das praias oferecem uma infinita multiplicidade de formas e consequentes estruturas geométricas.
Desde o período pré-renascentista, mestres como os irmãos Van Eyck iniciavam suas composições a partir de rigorosas estruturas geométricas, sobre as quais distribuíam as massas de cor e as formas de prédios, árvores, figuras humanas, etc. O domínio da linguagem visual, forma e cor desses gênios continua insuperada. Um exemplo extraordinário é o retábulo ‘A Adoração do Cordeiro Místico’, dos irmãos Van Eyck, que tem uma estrutura geométrica inspirada num grande diamante lapidado, além de, praticamente, esgotar as possibilidades de uso da tinta a óleo recém descoberta...”

domingo, 1 de dezembro de 2013

“Praia da Itapuca” – Óleo sobre tela


“Praia da Itapuca” – 20x40 – Óleo sobre tela – Ano de 2013 - Coleção particular


“... de volta às marinhas. A mesma pintura, a mesma técnica, porém com um foco no passado – releitura de época, não de obras. A nostalgia do romantismo é atual, afinal as emoções não envelhecem. O modernismo manipulado politicamente pretendeu alijar emoções e sentimentos das obras de arte que, aliás, também desejou matar – destruindo os museus, o respeito à história e aos valores da civilização. As ‘obras’ representativas desses ‘ideais’ estão expostas em museus criados exclusivamente para esse fim e são visitadas por um público quase sempre atônito diante da incoerência e inconsistência das propostas. O sistema foi mais forte e ridicularizou a filosofia da antiarte tratando-a como arte, cultuando-a, impingindo às massas bestificadas o deboche, ora transformado ou travestido em objeto de veneração. Triste fim para os dadaísmos, belo recomeço para a liberdade de pensamento, de expressão e acesso à mídia, aos espaços culturais e ao currículo das escolas que até então viveram sob a ditadura da rebeldia institucionalizada. Esse falso modernismo-contemporanismo é uma senhora caduca fantasiada de estudante, gritando slogans numa manifestação sem público. Antigamente essas figuras eram rotuladas de loucas. Não sou contra as propostas renovadoras. Só acho que sem passado não há futuro e muitas vezes o futuro já estava no passado. Mas isso só pode ser percebido por alguém livre, com direito de ir e vir destemidamente no tempo e no espaço...”


terça-feira, 5 de novembro de 2013

“Night at the port” (Noite no porto) – Óleo sobre tela



“Night at the port” – 40x40 – Óleo sobre tela – Ano de 2013


“... Seguindo a tendência do ‘Night Bar’ principiei este quadro por uma abstração e, mais uma vez, senti a necessidade de dar um sentido literário à composição. Novas cores foram se apresentando e com elas as sugestões de formas de barcos e instalações portuárias – tema recorrente, profundamente arraigado em minhas memórias e vivências atuais. O título em inglês também se fundamenta em minhas experiências – quando mais jovem saíamos para programas noturnos e o apelo era: vamos pra night?...” 

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