"Pontal do Pinheiro" - 20x40 - óleo sobre tela - ano de 2013
"... a cena é pintada de memória e se refere a um trecho da ilha da Boa Viagem em Niterói. Chega-se a esse ponto da ilha, chamado de Pontal do Pinheiro, caminhando sobre as pedras, pela água e atravessando prainhas que ficam na entrada de grutas cobertas por montanhas de cascas de mexilhões. Ao fundo aparece a entrada da baía de Guanabara. A sombra do primeiro plano é proporcionada pelo costão da ilha que se ergue a dezenas de metros acima de nossas cabeças. O local é belíssimo e frequentado por catadores de marisco cuja história eu contei há algum tempo, associada a uma outra pintura referente ao mesmo local..."
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domingo, 6 de maio de 2018
domingo, 23 de março de 2014
Releitura - Portinari e o modernismo brasileiro
Toda obra realizada a partir de outra – seja com a mesma técnica ou não – pode ser considerada uma releitura.
As cópias de estudo ou falsificações não podem ser consideradas releituras pois tentam imitar o original.
Quando as cópias são feitas com materiais diferentes do utilizado na obra original, a diversidade da natureza dos mesmos impõem versões modificadas. Essas diferenças caracterizarão uma releitura.
A palavra releitura atinge a plenitude do seu significado quando associada a cópias feitas com materiais diferentes dos utilizados nos originais e principalmente quando estes sofrem intervenções nas suas cores e formas.
Para outras dicas clique aqui
Foto:"Releitura – Modernismo brasileiro – Cândido Portinari" – 16x22 aquarela e aguada de nanquim sobre papel Montval - Ano de 2010
As cópias de estudo ou falsificações não podem ser consideradas releituras pois tentam imitar o original.
Quando as cópias são feitas com materiais diferentes do utilizado na obra original, a diversidade da natureza dos mesmos impõem versões modificadas. Essas diferenças caracterizarão uma releitura.
A palavra releitura atinge a plenitude do seu significado quando associada a cópias feitas com materiais diferentes dos utilizados nos originais e principalmente quando estes sofrem intervenções nas suas cores e formas.
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Foto:"Releitura – Modernismo brasileiro – Cândido Portinari" – 16x22 aquarela e aguada de nanquim sobre papel Montval - Ano de 2010
domingo, 19 de janeiro de 2014
Acrílico sobre tela
Acrílico sobre tela - 130x80 - Ano de 2010
"...A partir de uma estrutura cubista surgiram navios, navios e reflexos..."
Marinhas em óleo sobre tela
"...a última marinha pintada em 2010 - ainda em fase de secagem - foi postada mostrando um detalhe: o quarto superior direito.
A postagem de hoje mostra a obra completa. Há um fato muito interessante a ser ressaltado: as cores estão mais contrastadas, os escuros se "aprofundaram" - isso é resultado do processo de secagem que desembaça as cores..."
"Barcos na Ponta D'areia "- óleo sobre tela - 24x33 - ano de 2010.
Para mais informações clique no marcador Dicas
Favoritas do atelier - “Navios no desmonte”
“Navios
no desmonte” – 19x23,5 – Óleo sobre linho colado em cartão – ano de 2011
“...na zona dos estaleiros ficam os ‘desmontes’, onde embarcações desativadas são transformadas em sucata. Os barcos têm alma, têm histórias de bravura, de coragem. A aposentadoria, abandono ou morte de um barco traz nostalgia, tristeza. As cores opacas, as madeiras rachadas, as chapas enferrujadas têm uma beleza plástica. Abstrações inesgotáveis...”
sábado, 18 de janeiro de 2014
Dicas – A pintura do natural feita de memória
“Canal da ilha da Conceição” – óleo sobre linho colado em cartão – 19x24 – Ano de 2011
“...semana passada, passando pela ponte Rio-Niterói, logo na saída, olhei à direita onde se vê um complexo industrial off-shore, pequenos estaleiros e todo tipo de embarcações. Em meio àquela poluição visual destacava-se uma traineira amarelo-alaranjado emoldurada por outras com cores verde, azul, branco, etc. Aquela imagem não me saiu da cabeça e hoje eu a pintei de memória, retratando a impressão mais forte que ainda se mantinha viva. O resto é arte, improviso, abstração...”
Para mais informações clique no marcador Dicas
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
“Estaleiro do Bruno” – Acrílico e óleo sobre linho
“Estaleiro do Bruno” – 16x28 – acrílico e óleo sobre linho – ano 2011
“... o título do quadro – Estaleiro do Bruno – é uma alusão ao sítio histórico que se encontra modernizado e incorporado ao pólo off-shore petrolífero da cidade de Niterói, Rio de Janeiro. No antigo estaleiro do Bruno faziam-se reparos e construção de pequenas embarcações – em geral, de lazer e pesqueiras. Lá, nos finais de semana, um grupo de pintores se reunia sob a liderança do mestre Aluizio Valle. Frequentei algumas dessas sessões de pintura no ‘Bruno’.
A pintura do natural é muito importante na formação de um artista, ela dá parâmetros para a luz e harmonia da cor, provoca ‘cortes’ inusitados e nos surpreende com jogos de linhas inimaginados até então. Mas, apesar da importância da observação do fenômeno natural, por mais que tentemos reproduzi-lo, entre o observado e o pintado há um lapso de tempo, e o que se pinta acaba por vir da memória. O simples pintar o que se viu já implica em interpretação, pois o ângulo escolhido está de acordo com um arquétipo pré existente, trazido de casa na mente do pintor. A partir dessas constatações passei a adotar sessões de observação onde, no máximo, eu esboçava alguns esquemas de composição, o resto levava de memória para o atelier. A maior parte se perdia no caminho e sobrava o mais marcante, as impressões inesquecíveis. A partir daí usei o meu banco de memória com milhares de horas de observação para pintar de ‘imaginação’. A evolução natural desse processo me trouxe para a fronteira do real com o imaginário – onde realismo e abstração se permeiam...”
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Marinha - Barcos pintados a óleo com espátula
"Barcos no porto" - Óleo sobre tela 40x50 - Ano 2010
"... A pintura a óleo com espátula tem um vigor e plasticidade incomparáveis: mais textura, mais luz e mais cor..."
"... A pintura a óleo com espátula tem um vigor e plasticidade incomparáveis: mais textura, mais luz e mais cor..."
sábado, 4 de janeiro de 2014
Barcos à noite em óleo sobre tela
"Barcos à noite" - Óleo sobre tela - 24x30 - ano de 2013
"...mais uma vez consegui pintar a partir da superação. A Loyde me perguntou: porque você não vai para o atelier pintar? Respondi de pronto: não estou com vontade, falta inspiração! Ela respondeu: não é você mesmo quem diz que a inspiração prefere aparecer quando estamos trabalhando? Portanto vá pintar! Não discuti, nem poderia, não é? Entrei no atelier, coloquei tinta na paleta, espremi um tubo de vermelho cádmio, outro de laranja diretamente sobre a tela, peguei uma espátula espalhei a cor, espremi outro tubo - agora era preto - e assim sucessivamente e sem saber aonde chegaria. O quadro foi sinalizando, a pintura foi me guiando - isto era a inspiração que chegava e dominava!
O quadro ficou pronto. Chamei a Loyde para ver. Nos entreolhamos, e concordamos: a inspiração veio e agora pode ir. Fomos jantar e ver um filme ou ouvir música, não me lembro bem. Tudo passou, mas o quadro ficou - testemunha do momento de entrega e trabalho. No atelier é assim: trabalha-se com ou sem vontade e no final..."
"...mais uma vez consegui pintar a partir da superação. A Loyde me perguntou: porque você não vai para o atelier pintar? Respondi de pronto: não estou com vontade, falta inspiração! Ela respondeu: não é você mesmo quem diz que a inspiração prefere aparecer quando estamos trabalhando? Portanto vá pintar! Não discuti, nem poderia, não é? Entrei no atelier, coloquei tinta na paleta, espremi um tubo de vermelho cádmio, outro de laranja diretamente sobre a tela, peguei uma espátula espalhei a cor, espremi outro tubo - agora era preto - e assim sucessivamente e sem saber aonde chegaria. O quadro foi sinalizando, a pintura foi me guiando - isto era a inspiração que chegava e dominava!
O quadro ficou pronto. Chamei a Loyde para ver. Nos entreolhamos, e concordamos: a inspiração veio e agora pode ir. Fomos jantar e ver um filme ou ouvir música, não me lembro bem. Tudo passou, mas o quadro ficou - testemunha do momento de entrega e trabalho. No atelier é assim: trabalha-se com ou sem vontade e no final..."
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
"Marinha" - aquarela, nanquim e guache sobre papel canson
"Marinha"
- técnica mista (aquarela, nanquim e guache) sobre papel canson - 29,7x42- ano
de 2013
“...a combinação
de materiais, no caso aquarela, nanquim e guache, favorecem a reprodução fotográfica
em função do acabamento fosco, comum aos três tipos de tinta utilizados na confecção
desta obra.
O retorno ao
tema ‘marinha’ é espontâneo. Estive pensando o porquê desta preferência, além
da óbvia relação com o mar, à beira do qual sempre vivi. É que os estaleiros e
as rochas das praias oferecem uma infinita multiplicidade de formas e
consequentes estruturas geométricas.
Desde o período
pré-renascentista, mestres como os irmãos Van Eyck iniciavam suas composições a
partir de rigorosas estruturas geométricas, sobre as quais distribuíam as massas
de cor e as formas de prédios, árvores, figuras humanas, etc. O domínio da linguagem
visual, forma e cor desses gênios continua insuperada. Um exemplo extraordinário
é o retábulo ‘A Adoração do Cordeiro Místico’, dos irmãos Van Eyck, que tem uma estrutura geométrica inspirada num grande diamante lapidado, além de, praticamente, esgotar as
possibilidades de uso da tinta a óleo recém descoberta...”
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Marinha – Óleo sobre tela
Marinha – Óleo sobre tela – 60x80 – ano de 2012 – Obra completa
“...Na primeira obra de 2012 houve uma mudança de paleta: a
cor preta foi usada abundantemente –
chapada ou misturada com vermelho, branco, amarelo...”
Barcos na praia - tinta a óleo, pincéis e espátulas
"Barcos na praia - Jurujuba - Niterói " - óleo sobre tela - 33x46 - ano de 2011
"...durante alguns meses do ano de 2001 eu frequentei a colônia de pescadores em Jurujuba - bairro da cidade de Niterói com vocação pesqueira desde a sua origem - lá eu convivi com os novos e velhos ' lobos do mar ', homens fortes e corajosos. Lá eu pintava ao vivo as belíssimas paisagens, sentindo o cheiro do mar..."
"...durante alguns meses do ano de 2001 eu frequentei a colônia de pescadores em Jurujuba - bairro da cidade de Niterói com vocação pesqueira desde a sua origem - lá eu convivi com os novos e velhos ' lobos do mar ', homens fortes e corajosos. Lá eu pintava ao vivo as belíssimas paisagens, sentindo o cheiro do mar..."
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Naturezas mortas repaginadas em óleo sobre linho
"Objetos" - óleo sobre linho colado em cartão - 19x21 - ano de 2011
"...há dias venho pensando em fazer uma nova natureza morta. Iniciei o projeto pela paleta - decidi usar os cinzas, terras, preto e branco.
A composição seria clássica com a base da massa dos objetos repousada na terça inferior do quadro, algumas linhas oblíquas situadas na terça superior se encarregariam da profundidade e movimento. Por último a luz - como a obra não teria contrastes fortes de cores frias e quentes, naturalmente, optei pelo contraste extremo de valores tonais. Essa análise técnica foi sendo amadurecida a medida em que as imagens se sucediam na imaginação e, ainda que vagamente, se definiam, ou melhor, se insinuavam. A execução seguiu a rotina da expressividade com espontaneidade. A forma final, apesar de antevista, surpreendeu e superou o plano inicial. Os projetos só terminam quando a obra está concluida..."
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
“Série estaleiros – Cena noturna”
“Cena noturna” – 24,5x13 – Óleo sobre linho colado em cartão – ano de 2011
“...numa noite dessas eu vinha do Rio de Janeiro para
Niterói no Catamarã que aporta na estação de Charitas. Essa é uma linha
alternativa para a travessia da baia de Guanabara. O percurso transcorre dentro
de cartões postais da natureza exuberante e monumentos arquitetônicos. A própria
estação hidroviária se projeta pela enseada com um desenho belíssimo, projeto
de Oscar Niemeyer. A noite estava dourada, linda. Ao chegar à estação encontrei
com a Loyde, sentamos no Café para conversar um pouco antes de pegarmos o carro
para casa. Não poderíamos deixar de comentar a beleza do entorno, a noite que
começava dourada, as aves marinhas que faziam algazarra na praia vizinha à estação, o
perfil negro arroxeado das montanhas e pedreiras de Jurujuba contra o céu cinza
amarelo-dourado. A noite foi caindo, as luzes refletidas sobre o espelho d’água,
muitos barcos pesqueiros, iates, caíques, impregnaram a memória visual. Parte
dessas recordações se materializaram nessa marinha noturna...”
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Estaleiro - Detalhe de um barco
“Detalhe de um barco” – 16x28 – óleo sobre linho – ano 2011
“... os programas de edição gráfica com seus inúmeros recursos para cortes, iluminação, contraste, correção de cor têm sido usados em nosso atelier para mostrar detalhes das obras. Dessa forma acabamos criando obras paralelas, descobrindo novas composições dentro do quadro completo, criam-se obras autônomas no plano virtual. O que ocorreu com esse quadro é que as pesquisas feitas com os recursos digitais acabaram se transpondo para o cavalete. A obra ‘Detalhe de um barco’ está sendo apresentada na íntegra, mas apesar da sua simplificação já vislumbro novas possibilidades de ‘corte’ para realçar detalhes. Ainda há muito a descobrir nessa busca minimalista...”
domingo, 1 de dezembro de 2013
Marinha urbana – Visão noturna em óleo sobre linho
“Marinha urbana” – 16x24 – Óleo sobre linho – Ano de 2013
“... o realismo – aqui em versão expressionista – valoriza o
tema: a metrópole e o seu pulsar, verdadeiro ‘caos organizado’...
Pintura: Antonio Machado
Fotografia e arte gráfica: Antonio Machado e Matheus Stutzel
Copy desk: Loyde S. D. Machado
“Docas do porto do Rio” – Óleo sobre tela
“Docas do porto do Rio” – 30x60 – Óleo sobre tela – Ano de 2013
“... de volta às docas. Já perdi a conta de quantas marinhas
pintei e de quantas vezes a elas me referi em minhas crônicas. Talvez isso se
justifique pelas possibilidades plásticas, pelo potencial estilizante do tema ou a
visualização permanente do mar e seu entorno, talvez algo de DNA herdado do meu
avô materno, um ‘velho lobo do mar’. O fato é que faço uma abstração, uma
natureza morta, uma paisagem do interior, um casario e vinte marinhas! É uma
rotina. Entendo que a vida seja uma rotina que pede para ser quebrada...”
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