sábado, 19 de junho de 2010

Dessacralização da Arte e Descriminalização do Sucesso

Arte é coisa séria. Futebol, estudo, amor, família, cachorro... tudo é sério quando é sincero, puro, honesto. Existem os mártires da arte ( Van Gogh, Modigliani ...), do comunismo ( Che, Lamarca...), do pensamento ( Sócrates...) . Todos morreram pobres e deixaram o inestimável legado de suas obras, exemplos e coragem. Mas não seria sensato nem desejável trilhar o caminho dos mártires. Não é necessário! O ser reconhecido - prazer supremo - pode sair mais barato, aliás o normal é que o reconhecimento do valor seja acompanhado do sucesso financeiro e social ( Ticiano, Rubens, Velazquez, Monet, Renoir, Picasso, Dali, Niemeyer...). Não sei bem se é por preguiça, por inveja ou por ambas que alguns artistas insistem em cobrar sacerdócio abnegado dos colegas: A ARTE não é comércio, proclamam aos berros (fracassados adoram gritos), bebem e se drogam e berram, anunciam suas virtudes de artistas prestes a serem reconhecidos por todos e pela história. Abominam o comércio da arte, os museus, o sucesso e o dinheiro dele advindo. Gritam: nada disso é arte, só nós, só eu e os revoltados idealistas temos a Arte, ela está privatizada ou melhor, socializada e nós somos os seus únicos representantes nesse país de partido único. País da arte e das artimanhas que transformam artistas que não  gostam de sucesso nem de dinheiro em diretores de centros culturais, em professores de arte que proclamam a arte sagrada e acabam por ganhar dinheiro com esse discurso banal e mentiroso. Tudo isso lembra os ditadores das infelizes nações comunistas ou facistas e seus discursos banais, mentirosos e  moralistas.

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