sábado, 5 de maio de 2012

A história do Atelier - cores da chuva

"...úmidas lembranças de cinzas coloridos. As sombras claras, as cores saturadas da paisagem recém envernizada ou a visão embaçada da serra envolta em véus de névoa. A poesia da natureza pode ser transcrita num texto infinito e sem pontuações ou, quem sabe, escrito apenas por uma interrogação - dúvida?
Retomo o texto escrito com pontos e diante da natureza enfileiro milhares de exclamações! Volto ao tema - chuva e as cores, abandono as palavras para pensar cor: azuis queimados com laranja, meus favoritos. O que salva a pintura são os cinzas, milhões de cores obtidas pela combinação das primárias e secundárias - meia dúzia de matrizes capazes de gerar tantas outras! Existe um cinza de preto com branco que emprestou o nome aos cinzas azulados, avermelhados, amarelados e assim por diante, esses se obtêm misturando uma cor fria com outra quente e acrescentando um pouco, ou muito branco. Quase tudo que enxergamos tem essas colorações quebradas, cinzas coloridos. Na primeira foto vemos a entrada do atelier, o cachorro - uma fêmea de pastor alemão que adora dormir na chuva e os verdes do gramado que sobressaem no contraste com os cinzas predominantes, chovia - foi assim a semana toda. A segunda foto é de hoje - um sol generoso vem dar uma graça ao sábado, deu até para caminhar na praia e curtir um pouco da paisagem, beliscar uns petiscos no nosso quiosque favorito. Mas de vez em quando uma nuvem ameaçadora escurece tudo, volta o sol, vem uma nuvem, está bom demais, nada a reclamar..."
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