"...mais uma foto casual foi pescada do álbum para ilustrar a história do atelier. Na cena estamos eu e minha filha Joana, conversávamos sobre as últimas produções, Matheus atento a tudo fotografou o 'papo'. A sala de pintura do atelier, aonde estamos, está sempre organizada - a qualquer momento surge a vontade de pintar, além das horas de compromisso com o trabalho, e nesse momento não dá para ficar arrumando tintas, procurando materiais, montando cavaletes. É chegar, sentar, espremer tubos de tinta e pintar.
Nada deve perturbar o delicado momento de criação, no qual a sensibilidade fica aflorada e o mergulho inconsciente precisa de paz.
O fio condutor do processo criativo é tênue, parte-se fácilmente e não aceita remendo. Uma vez perdido o fluxo criativo é imperativo o recomeço. Há obras que são reiniciadas diversas vezes. Vez por outra conseguimos bons trabalhos desse modo, porém a um preço psíquico muito elevado..."