"...estou escrevendo a história do atelier, a minha própria. Quase sempre tudo pode parecer meio romanceado. O fato é que a vida de um artista costuma ter lances de ficção, romance, folhetim ao vivo e a cores. Afinal, o mundo é meio palco e nós meio atores da verdade de nossas vidas! Já dizia Fernando Pessoa - chega a fingir a dor, a dor que deveras sente!
sábado, 1 de outubro de 2011
A história do atelier
Detalhe da fachada
"...estou escrevendo a história do atelier, a minha própria. Quase sempre tudo pode parecer meio romanceado. O fato é que a vida de um artista costuma ter lances de ficção, romance, folhetim ao vivo e a cores. Afinal, o mundo é meio palco e nós meio atores da verdade de nossas vidas! Já dizia Fernando Pessoa - chega a fingir a dor, a dor que deveras sente!
"...estou escrevendo a história do atelier, a minha própria. Quase sempre tudo pode parecer meio romanceado. O fato é que a vida de um artista costuma ter lances de ficção, romance, folhetim ao vivo e a cores. Afinal, o mundo é meio palco e nós meio atores da verdade de nossas vidas! Já dizia Fernando Pessoa - chega a fingir a dor, a dor que deveras sente!
A história do atelier
"...estou empolgado com o assunto atelier e sua história, afinal é a minha própria, é a minha vida! Voltando ao tempo da obra, mudávamos de um cômodo para outro, o escritório, os cavaletes, montando, desmontando. Vendo as fotos da época, acho tudo muito legal, o atelier parecia um grande quadro, uma instalação..."
A história do atelier
"...ano de 2008, a obra havia terminado! Na área dos fundos, atrás da pitangueira, fizemos um detalhe de pedrinhas, uma barra decorativa. Nos anos que antecederam a obra, eu e Loyde - a musa do atelier - íamos frequentemente até a praia de Itaipuaçu, que fica perto do atelier. Lá conversávamos, víamos aquele mar maravilhoso, e catávamos pedrinhas na areia, às vezes éramos surpreendidos por uma onda maior que molhava nossos pés. Fomos guardando aquelas pedrinhas, testemunhas do nosso namoro. Daí surgiu a idéia de preservarmos aquelas lembranças - eu e Loyde fixamos com argamassa, uma a uma..."
A história do atelier
"...ano de 2006 - o atelier estava em obras. Na foto vemos o 'escritório', Loyde, a musa do atelier, trabalhando na sua dissertação de mestrado, quadros, tralhas e glamour! Sempre tivemos a preocupação de não perder a elegância. Brindávamos com taças de cristal em meio a ferramentas, tijolos e sacos de cimento. Sonhávamos e produzíamos textos e imagens coloridas, tão distantes da cor acinzentada do chapisco nas paredes em construção. Sentíamos estar num palácio e estávamos. Sonhamos acordados - embriagados pelo amor e pelas perspectivas de um futuro mais confortável..."
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