"...essa marinha foi citada no texto que acompanhou a postagem da semana passada ( la musa desnuda entre sábanas blancas ).
Naquele texto eu falei sobre a dificuldade de se pintar sobre um quadro ' pronto ', onde as cores e formas estão ajustadas, harmonizadas...
Ainda no texto anterior eu dizia que novas cores seriam utilizadas. Isso complica muito as coisas!
Mas hoje eu vou falar sobre o que considero um ' acerto '. Ao retomar a pintura da marinha acima eu espremi tubos novos, com cores novas em minha paleta - o que certamente me deixou instigado, pois amo as cores - e eram elas o preto, uns terras, umas sombras, verde vessie e amarelo nápoles. Eu utilizo normalmente uma paleta composta por cores primárias e secundárias, tons extremamente saturados que eu misturo entre si para obter terras, cinzas e tons ' quebrados ' em geral. Acontece que misturando duas cores ou até três, no máximo, obtemos belíssimas tonalidades de terras e sombras, porém nunca se consegue, por mistura, chegar à intensidade de uma cor pigmento, de uma cor encontrada naturalmente, numa terra, ou num pedaço de carvão.
Eu queria o maior preto e o terra mais terra, o marrom mais marrom..."
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