domingo, 25 de julho de 2010

Pintando Aquarelas

Detalhe do atelier - bancada de granito, paleta de aquarela, papéis, pincéis e pintura de uma locomotiva recém finalizada.

A musa do atelier no Copacabana Palace

Casamento de Giselle e Marcelo Pereira - Loyde esbanjando elegância no templo do glamour                                                    

ARTE

O que é Arte? E possível definí -la? Não sei! Não acho fácil definir algo abstrato como amor ou arte.
Na maioria das vezes a análise de uma obra ou de uma escola de arte conclui algo. Conclusão restrita. Não se pode restringir o infinito em conceitos finitos ou aforismos, jargões... Até hoje eu só conheci definições para Arte que usavam outros conceitos abstratos como beleza, justeza, equilíbrio, harmonia, que por sua vez careciam de definição ou estariam sujeitos à épocas e culturas diferentes para serem compreendidos.
Labirintos conceituais, abismos filosóficos, críticas sujeitas à crítica, dialética. Arte é para se ver e fazer. É como a vida, que foi feita para se viver e não para se entender.

"Cidade Maravilhosa"

Dia 23 de Julho de 2010. 
Após um dia comum - trabalho, compromissos profissionais - a noite, a reunião longamente planejada e algumas vezes remarcada.
Encontro de artistas, tres casais reunidos em torno da arte.
O assunto não poderia ser outro diante dos quadros pendurados: pintura, histórias, pintores citados, mestres venerados. A Arte - esse estilo de vida - não pode ser rotulada, definida, aquilatada. Velazquez, As Meninas, obra prima do mestre - a Teologia da pintura - cenário descrito: personagens de época, padre, freira, bufões, auto-retrato, corte, rei e rainha, século XVII. Todo gênio antecipa o futuro. Impressinismo precoce, modernismo anunciado.
O jantar está servido: frango ao creme, cardápio francês, glamour à inglesa. Guardanapos vermelhos, elegância e flores sobre a mesa. Vinhos adequados de fino aroma, taças brindam, nada pode ser cruzado.
Enfim, o desfecho: música, pautas nas estantes montadas, instrumentos afinados e som...
Valsas, Choro, Samba, Pixinguinha, Cartola, Cazuza por mim lembrado, Noel Rosa...
Os convidados aplaudem entusiasmados o violão preciso e o choro chorado no violino. A voz com sotaque austríaco, em ritmo de samba, bossa nova, canta Cidade Maravilhosa, um louvor ao Rio no bairro de Santa Teresa. 
Tudo que é bom dura pouco. Táxi aguardando. Beijos e abraços de despedida. Adiós, até breve.

Antonio Machado
Itaipuaçu, 25 de julho de 2010
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